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Bloqueando um novo Eixo do Mal
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Após a pressão economica parece que chegou a hora da pressão política internacional sobre o Brasil. Matéria publicada no periódico Washington Times inicia um debate e propõe a obscura e suspeita proposta de apoio americano a líderes democráticos brasileiros para evitar Lula chegar ao poder.  Em um texto carregadamente reacionário à moda dos anos 60 e 70 o autor Constantine Menges, ex-membro do NSC - National Security Council (Conselho Nacional de Segurança), alerta para o novo Eixo do Mal com Lula que ele cita como da Silva, Fidel Castro e o presidente Hugo Chavez da Venezuela.  Ao fim da página colocamos um link para a página do artigo original em inglês no arquivo do periódico, onde pode ser lido mediante pagamento de US$ 1,95, que podem ser economizados com a leitura desta página. A tradução foi feita pelo brasileiro Joel Conrado, radicado na França . 

BLOQUEANDO UM NOVO EIXO DO MAL
(Tradução: Joel Conrado - Editor do Bilhete da Europa)

The Washington Times
Original em Inglês: Constantine C. Menges 
Publicado em: 07/08/2002

        Uma nova ameaça terrorista e nuclear  talvez venha de um eixo incluindo Fidel Castro de Cuba, o regime de Chavez na Venezuela e um novo e radical presidente eleito no Brasil, todos com ligações com o Iraque, Irã e China. No ano passado quando de sua visita ao Irã, o sr. Castro disse: "Irã e Cuba podem fazer a América se ajoelhar", enquanto Chavez expressava sua admiração por Saddam Hussein durante uma visita ao Iraque.
        O novo eixo ainda pode ser evitado, mas se o candidato pró-Castro é eleito presidente do Brasil, os resultados poderiam incluir um regime radical no Brasil, reestabelecendo seu programa balístico nuclear, desenvolvendo ligações mais estreitas com os patrocinadores do terrorismo como Cuba, Iraque e Irã  participando na desestabilização das frágeis democracias dos países vizinhos. Isto poderia levar 300 milhões de pessoas em seis países sob o controle de regimes radicais e anti-EUA e a possibilidade que milhares de novos doutrinados terroristas talvez tentem atacar os Estados Unidos a partir da América Latina. No momento a administração em Washington parece pouco se preocupar com o fato.
        Os brasileiros realizarão eleições presidenciais em outubro e se as presentes pesquisas são um guia, o eleito poderia ser um pró-Castro radical com extensas ligações com o terrorismo internacional. Seu nome, Luiz Inácio da Silva, o candidato a presidente pertencente ao Partido dos Trabalhadores que no momento mantém 40% nas pesquisas. O candidato comunista é segundo com 25% e o pró-democracia com 14%. O sr. da Silva não faz segredo das suas simpatias. Ele tem sido um aliado do sr. Castro por mais de 25 anos. Com o apoio do sr. Castro, o sr. da Silva fundou o Fórum S. Paulo em 1990 com uma reunião anual de comunistas e outros organizações políticas radicais da América Latina, Europa e do Oriente Médio. Isto tem sido usado para coordenar e planificar terrorismo e atividades políticas em todas as parte dos mundo e contra os Estados Unidos. O último encontro foi realizado em Havana, Cuba, em dezembro de 2001. Ele reuniu terroristas da América Latina, Europa e Oriente Médio e condenou duramente a administração Bush e suas ações contra o terrorismo internacional.
        Como o sr. Castro, o sr. da Silva acusa os Estados Unidos e o neo-liberalismo por todos os reais problemas sociais e econômicos que o Brasil e a América Latina enfrentam. O sr. da Silva classificou  a ALCA como uma conspiração dos Estados Unidos para anexar o Brasil, e ele tem dito que os banqueiros internacionais que desejam receber os US$250 bilhões de empréstimos "são terroristas econômicos". Ele tem dito também que aqueles que estão retirando seu dinheiro do Brasil por ter medo do seu regime, são igualmente "terroristas econômicos". Isso dá uma idéia do tipo de "guerra contra terrorismo" que seu governo irá implantar. 
         Brasil é um vasto, rico e privilegiado país, quase do tamanho dos Estados Unidos, com uma população de 180 milhões e a oitava economia mundial (com um PIB de mais de US$1.1 trilhão). Ele poderia brevemente tornar-se também uma das nações detentora de uma força nuclear. Entre 1965 e 1994, os militares trabalharam ativamente para desenvolver armamento nuclear, com sucesso desenharam duas bombas atômicas e estavam prontos a testar um engenho nuclear quando um  governo democrático recentemente eleito e uma investigação do Congresso obrigou o desmantelamento do projeto.
         A investigação revelou, entretanto, que os militares haviam vendido oito toneladas de urânio ao Iraque em 1981. Também foi revelado que após esse projeto de sucesso ter sido interrompido, o general e 24 cientistas trabalhando no mesmo foram trabalhar para o Iraque. Existem relatórios que revelam que com financiamento do Iraque, a capacidade nuclear tenha sido mantida escondida, contrariando a política dos democráticos líderes civis.
         Sr. da Silva tem dito que o Brasil deveria ter armamento nuclear e aproximar-se da China a qual tem sido de forma ativa interessada e se mostrado amável com os militares brasileiros. A China já vendeu urânio enriquecido e tem investido na indústria espacial brasileira em um projeto para a construção de um satélite de reconhecimento.
         O Brasil tem fronteiras com dez outros países na América do Sul. Isso ajudaria da Silva a incentivar - como ele já o disse - a política internacional a favor de Castro e a favor do Iraque paraticada pelo Presidente Chavez da Venezuela, o qual tem proporcionado suporte para o grupo comunista de traficantes e terroristas  na Colômbia, como para outros grupos anti-democráticos de outros países sul-americanos.
Hugo Chavez trabalhou com o sr. Castro para temporariamente desabilitar o frágil regime democrático no Equador, ha dois anos. Agora os dois dão suporte ao líder radical socialista dos plantadores de cocaína, Evo Morales, o qual espera se eleito Presidente da Bolívia em Agosto.
          Ao mesmo tempo que ajude a guerrilha comunista a assumir o poder na convulsionada democracia da Colômbia, um regime com da Silva no Brasil estaria em posição favorável para ajudar comunistas, narco-terroristas e outros grupos anti-democráticos a "destabilizar" as frágeis democracias da Bolívia, Equador e Peru,como também explorar a profunda crise econômica na Argentina e Paraguai.
          Mais, o regime da Silva provavelmente irá recusar pagar as dívidas, causando um profundo  agravamento da economia em toda a América Latina,  consequentemente aumentando a vulnerabilidade de suas democracias.Isto poderia causar uma segunda fase de diminuição nas exportações dos Estados Unidos.
           Um eixo Castro-Chavez-da Silva significaria a ligação de 43 anos da guerra política de Fidel Castro contra os Estados Unidos com a, rica em petróleo, Venezuela, o armamento nuclear e potencial econômico do Brasil. 
           Com nossas eleições em novembro em 2004, os americanos podem perguntar: "Quem perdeu a América do Sul?". Os Estados Unidos foram politicamente passivos durante a administração de Clinton, quando foram ignorados os pedidos de líderes democráticos da  Venezuela para ajudar a oposição contra as ações anti-constitucionais e ilegais de Mr. Chavez e também ignorou as suas públicas alianças com os Estados que patrocinam o terrorismo. Por que não pode a administração Bush agir antes que 20 anos de estabilidade democrática na América Latina sejam revertidos? Por que nada pode ser feito antes que um novo flanco no hemisfério sul seja aberto, com a ameaça de mais um regime radical anti-americano  com intenções de adquirir armas nucleares e mísseis balísticos? 
            O desastre para a segurança nacional do USA e para os povos da América Latina podem e devem ser evitados se aqueles que decidem nossa política externa ajam rapidamente e com determinação, mas eles o devem fazer agora. 
            Antes que seja tarde, um acompanhamento político e ações dos Estados Unidos e outras democracias deveriam incluir um incentivo aos partidos democráticos no Brasil no sentido de unificar e dar suporte a um líder político capaz de poder representar as esperanças da maioria dos brasileiros por uma democracia genuína , àqueles que possuem  recursos para estabelecer uma efetiva campanha nacional.

Constantine C. Menges
Sênior membro do Hudson Institute 
Ex-membro do Conselho Nacional de Segurança. 

Arquivo no Washington Times

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