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Domingo 18/08/02
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Bloqueando um novo Eixo do
Mal
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Após a pressão economica parece que chegou a hora da pressão
política internacional sobre o Brasil. Matéria publicada
no periódico Washington Times inicia um debate e propõe a
obscura e suspeita proposta de apoio americano a líderes democráticos
brasileiros para evitar Lula chegar ao poder. Em um texto carregadamente
reacionário à moda dos anos 60 e 70 o autor Constantine Menges,
ex-membro do NSC - National Security Council (Conselho Nacional de Segurança),
alerta para o novo Eixo do Mal com Lula que ele cita como da Silva, Fidel
Castro e o presidente Hugo Chavez da Venezuela. Ao fim da página
colocamos um link para a página do artigo original em inglês
no arquivo do periódico, onde pode ser lido mediante pagamento de
US$ 1,95, que podem ser economizados com a leitura desta página.
A tradução foi feita pelo brasileiro Joel Conrado, radicado
na França .
BLOQUEANDO UM NOVO EIXO DO MAL
(Tradução: Joel Conrado
- Editor do Bilhete da Europa)
The Washington Times
Original em Inglês: Constantine C. Menges
Publicado em: 07/08/2002
Uma nova ameaça terrorista
e nuclear talvez venha de um eixo incluindo Fidel Castro de Cuba,
o regime de Chavez na Venezuela e um novo e radical presidente eleito no
Brasil, todos com ligações com o Iraque, Irã e China.
No ano passado quando de sua visita ao Irã, o sr. Castro disse:
"Irã e Cuba podem fazer a América se ajoelhar", enquanto
Chavez expressava sua admiração por Saddam Hussein durante
uma visita ao Iraque.
O novo eixo ainda pode ser
evitado, mas se o candidato pró-Castro é eleito presidente
do Brasil, os resultados poderiam incluir um regime radical no Brasil,
reestabelecendo seu programa balístico nuclear, desenvolvendo ligações
mais estreitas com os patrocinadores do terrorismo como Cuba, Iraque e
Irã participando na desestabilização das frágeis
democracias dos países vizinhos. Isto poderia levar 300 milhões
de pessoas em seis países sob o controle de regimes radicais e anti-EUA
e a possibilidade que milhares de novos doutrinados terroristas talvez
tentem atacar os Estados Unidos a partir da América Latina. No momento
a administração em Washington parece pouco se preocupar com
o fato.
Os brasileiros realizarão
eleições presidenciais em outubro e se as presentes pesquisas
são um guia, o eleito poderia ser um pró-Castro radical com
extensas ligações com o terrorismo internacional. Seu nome,
Luiz Inácio da Silva, o candidato a presidente pertencente ao Partido
dos Trabalhadores que no momento mantém 40% nas pesquisas. O candidato
comunista é segundo com 25% e o pró-democracia com 14%. O
sr. da Silva não faz segredo das suas simpatias. Ele tem sido um
aliado do sr. Castro por mais de 25 anos. Com o apoio do sr. Castro, o
sr. da Silva fundou o Fórum S. Paulo em 1990 com uma reunião
anual de comunistas e outros organizações políticas
radicais da América Latina, Europa e do Oriente Médio. Isto
tem sido usado para coordenar e planificar terrorismo e atividades políticas
em todas as parte dos mundo e contra os Estados Unidos. O último
encontro foi realizado em Havana, Cuba, em dezembro de 2001. Ele reuniu
terroristas da América Latina, Europa e Oriente Médio e condenou
duramente a administração Bush e suas ações
contra o terrorismo internacional.
Como o sr. Castro, o sr.
da Silva acusa os Estados Unidos e o neo-liberalismo por todos os reais
problemas sociais e econômicos que o Brasil e a América Latina
enfrentam. O sr. da Silva classificou a ALCA como uma conspiração
dos Estados Unidos para anexar o Brasil, e ele tem dito que os banqueiros
internacionais que desejam receber os US$250 bilhões de empréstimos
"são terroristas econômicos". Ele tem dito também que
aqueles que estão retirando seu dinheiro do Brasil por ter medo
do seu regime, são igualmente "terroristas econômicos". Isso
dá uma idéia do tipo de "guerra contra terrorismo" que seu
governo irá implantar.
Brasil é um
vasto, rico e privilegiado país, quase do tamanho dos Estados Unidos,
com uma população de 180 milhões e a oitava economia
mundial (com um PIB de mais de US$1.1 trilhão). Ele poderia brevemente
tornar-se também uma das nações detentora de uma força
nuclear. Entre 1965 e 1994, os militares trabalharam ativamente para desenvolver
armamento nuclear, com sucesso desenharam duas bombas atômicas e
estavam prontos a testar um engenho nuclear quando um governo democrático
recentemente eleito e uma investigação do Congresso obrigou
o desmantelamento do projeto.
A investigação
revelou, entretanto, que os militares haviam vendido oito toneladas de
urânio ao Iraque em 1981. Também foi revelado que após
esse projeto de sucesso ter sido interrompido, o general e 24 cientistas
trabalhando no mesmo foram trabalhar para o Iraque. Existem relatórios
que revelam que com financiamento do Iraque, a capacidade nuclear tenha
sido mantida escondida, contrariando a política dos democráticos
líderes civis.
Sr. da Silva tem dito
que o Brasil deveria ter armamento nuclear e aproximar-se da China a qual
tem sido de forma ativa interessada e se mostrado amável com os
militares brasileiros. A China já vendeu urânio enriquecido
e tem investido na indústria espacial brasileira em um projeto para
a construção de um satélite de reconhecimento.
O Brasil tem fronteiras
com dez outros países na América do Sul. Isso ajudaria da
Silva a incentivar - como ele já o disse - a política internacional
a favor de Castro e a favor do Iraque paraticada pelo Presidente Chavez
da Venezuela, o qual tem proporcionado suporte para o grupo comunista de
traficantes e terroristas na Colômbia, como para outros grupos
anti-democráticos de outros países sul-americanos.
Hugo Chavez trabalhou com o sr. Castro para temporariamente desabilitar
o frágil regime democrático no Equador, ha dois anos. Agora
os dois dão suporte ao líder radical socialista dos plantadores
de cocaína, Evo Morales, o qual espera se eleito Presidente da Bolívia
em Agosto.
Ao mesmo tempo
que ajude a guerrilha comunista a assumir o poder na convulsionada democracia
da Colômbia, um regime com da Silva no Brasil estaria em posição
favorável para ajudar comunistas, narco-terroristas e outros grupos
anti-democráticos a "destabilizar" as frágeis democracias
da Bolívia, Equador e Peru,como também explorar a profunda
crise econômica na Argentina e Paraguai.
Mais, o regime
da Silva provavelmente irá recusar pagar as dívidas, causando
um profundo agravamento da economia em toda a América Latina,
consequentemente aumentando a vulnerabilidade de suas democracias.Isto
poderia causar uma segunda fase de diminuição nas exportações
dos Estados Unidos.
Um eixo
Castro-Chavez-da Silva significaria a ligação de 43 anos
da guerra política de Fidel Castro contra os Estados Unidos com
a, rica em petróleo, Venezuela, o armamento nuclear e potencial
econômico do Brasil.
Com nossas
eleições em novembro em 2004, os americanos podem perguntar:
"Quem perdeu a América do Sul?". Os Estados Unidos foram politicamente
passivos durante a administração de Clinton, quando foram
ignorados os pedidos de líderes democráticos da Venezuela
para ajudar a oposição contra as ações anti-constitucionais
e ilegais de Mr. Chavez e também ignorou as suas públicas
alianças com os Estados que patrocinam o terrorismo. Por que não
pode a administração Bush agir antes que 20 anos de estabilidade
democrática na América Latina sejam revertidos? Por que nada
pode ser feito antes que um novo flanco no hemisfério sul seja aberto,
com a ameaça de mais um regime radical anti-americano com
intenções de adquirir armas nucleares e mísseis balísticos?
O desastre para a segurança nacional do USA e para os povos da América
Latina podem e devem ser evitados se aqueles que decidem nossa política
externa ajam rapidamente e com determinação, mas eles o devem
fazer agora.
Antes que seja tarde, um acompanhamento político e ações
dos Estados Unidos e outras democracias deveriam incluir um incentivo aos
partidos democráticos no Brasil no sentido de unificar e dar suporte
a um líder político capaz de poder representar as esperanças
da maioria dos brasileiros por uma democracia genuína , àqueles
que possuem recursos para estabelecer uma efetiva campanha nacional.
Constantine C. Menges
Sênior membro do Hudson Institute
Ex-membro do Conselho Nacional de Segurança.
Arquivo
no Washington Times
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