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| ABKnet News - 15/02/2006 .
Megaescândalo: Ricaços alemães sonegam 4 bilhões de Euros Lavagem era baseada no Principado de Lichtenstein
Às 8 horas, como
anunciado pela informação
vazada, paravam em frente à mansão 3
carros
policiais acompanhando outros de promotores públicos
com mandado judicial de busca e imediata prisão do
executivo. O crescimento da Deutsche Post, com Zumwinkel à sua frente, deve-se principalmente, segundo seus maiores críticos, à preservação das vantagens do monopólio estatal para a empresa, embora trasnformada em capital aberto, em prejuízo das empresas privadas concorrentes, ainda hoje com imensas dificuldades de se estabelecer no mercado, devido obstáculos legais intocados, impostos e defendidos a ferro e fogo pela Deutsche Post. Está, por exemplo, na origem do lobby e influência da Deutsche Post junto ao governo, o pedido de concordata de empresa privada postal PIN, provocando 9 mil demissões, há cerca de dois meses atrás, pela saída dos principais sócios que argumentaram não poder disputar um mercado aberto que funciona de forma fechada beneficiando apenas a ex-estatal. Enquanto alimentava seu lobby e expandia a empresa, ajudado pelas facilidades monopolistas, Zumwinkel também cuidava de driblar o fisco e lavar seu dinheiro em fundações fantasmas cujos endereços sua Deutsche Post com certeza teria que devolver as cartas ali enviadas. Ponta do Iceberg: Escândalo de sonegação e lavagem atinge mais de mil pessoas Mas
o que tem colocado toda a imprensa em polvorosa é a
revelação de que Zumwinkel é apenas a
ponta de um
iceberg e as autoridades cumprirão nos próximos
dias mais
de 900 mandados de buscas, originados de 125 inquéritos
baseados
em investigações sigilosas que abrangem mais de
mil
pessoas entre ricaços e famosos: É o maior e mais
abrangente escândalo financeiro da
história da
Alemanha. Escândalo comprova matérias do ABKnet de quase dez anos atrás A repercussão da, ainda que curta, prisão de Zumwinkel, e do envolvimento de mais de mil pessoas proeminentes da Alemanha tem também causado verdadeiro pânico nos meios oficiais do estado-anão de Lichtenstein. Apesar das permanentes críticas internacionais as autoridades do principado, sempre com evasivas, praticam há décadas a arte de atrair sonegadores em escala industrial ao bancos locais, à revelia dos protestos de governos, como o alemão, e organizações mundiais de combate ao crime financeiro. E não apenas os alemães estão entre seus maiores clientes, embora criminosos fiscais de outras nacionalidades não possuam as facilidades da língua e da vizinhança geográfica. Há quase dez anos atrás o ABKnet noticiava em matéria reproduzida na data pelo Jornal do Brasil, sobre a ascensão do país nanico a potência mundial da lavagem de dinheiro. Dois anos depois, em 2001, o mesmo ABKnet revelava, em artigo que foi referenciado até mesmo por meios de comunicação internacionais como The Guardian e Asian Sports, além de amplamente divulgado na imprensa brasileira, que o então e atual, recentemente reeleito presidente da CBF, Ricardo Teixeira, utilizava a lavanderia principesca de Hans Adam II, e para isso contava com os serviços do mesmos agentes fiduciários (os laranjas oficiais do principado) de barões da cocaína colombiana, bem como do ex-chanceler alemão Helmut Kohl: O escritório do laranja-mor de Lichtenstein, o duplo doutor Dr. Dr. Batliner, detentor do maior número de "clientes" à procura de ajuda para esconder dinheiro de origem duvidosa. Um
fato, contudo, ocorrrido no escritório do Dr. Dr. Batliner
naqueles idos, passou despercebido provavelmente para muitos, com
certeza para os agora envolvidos. Um funcionário
insatisfeito tratou de copiar as placas de memória dos
computadores do escritório e repassar para autoridades
fiscais
da Alemanha os nomes e dados dos clientes sonegadores e
criminosos. A partir disso, o serviço de
informação alemão, BND, iniciou a
operação de grampear os processos de
compensação eletrônica dos bancos
locais, fato
também noticiado no artigo do ABKnet mencionado
anteriormente.
Com base nas transferências, somas e beneficiados, os
arapongas
cuidaram, ao longo dos anos a cruzar as
informações e
trabalhar conjuntamente com o fisco. Resguardando-se de
brechas
legais que impedissem o uso legal das provas contra os acusados, o
resultado chega agora de forma avassaladora. Clientes e autoridades de Lichtenstein em pânico Hoje o LGT Group, em atitude inédita e não convencional para estes casos, veio a público em seu site oficial relatar sobre os acontecimentos e procurar acalmar os ânimos de seus temerosos clientes, explicando que o ocorrido não atinge clientes da empresa que possuem contas a partir de 2003. Além disso a nota afirma que o roubo de dados ocorreu com clientes do LGT Treuhand AG e não atinge os clientes do LGT Bank. Uma atitude que na verdade é uma confissão forçada de cumplicidade com o crime. Provavelmente uma atitude desesperada de tentar conter a fuga em massa de clientes. O principado vive principalmente desta atividade econômica e em torno dela. Fora isso o príncipe Hans Adam II possui alguns vinhedos que pouco rendem em comparação com bilhões sonegados em outras paragens e aportados em Vaduz, capital e praticamente única cidade do principado. São estes bilhões que fazem a população de Lichtenstein possuir uma renda per capita que é duas vezes maior que a da Suiça. Um coisa inacreditável. Hans Adam II, na verdade, já afastou-se da chefia política do principado, dando lugar a seu filho Alois nos negócios de estado, mas continua a dirigir com mão de ferro a Fundação Lichtenstein, dona de todos os negócios da familia. Ele, que gostar de trompetear as qualidades financeiras do principado como um "oásis fiscal no centro do deserto fiscal" deve se preparar para os tempos difíceis, pois parece começar a chover no deserto. Assine você também nossos News |
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