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Operação Última Chance (04/09/2005)
Nome: Aribert Heim Informações que levem a Aribert Heim garantem
uma recompensa de 130.000,00 euros. Os contatos podem ser feitos nos
seguintes endereços: Centro Simon Wiesenthal
A Operação
Última Chance (Operation Last Chance) é uma iniciativa
do Centro Simon Wiesenthal de, 60 anos após o fim da segunda
guerra mundial, conseguir levar aos tribunais os últimos criminosos
nazistas ainda vivos, livres e impunes, escondidos pelo mundo afora.
É uma tentativa última de fazer justiça aos mortos
e às poucas vítimas que continuam vivendo. A derradeira
caça aos criminosos de guerra, protegidos por identidades falsas
e redes de apoio que garantiram e garantem uma vida tranquila aos mais
sádicos monstros que o século passado conheceu. Simon Wiesenthal,
97 anos, um engenheiro vítima dos seguidores de Hitler, foi
libertado ao fim da guerra do campo de concentração
de Mauthausen, na Áustria. Ele dedicou sua vida à caça
aos criminosos do maior genocídio da história moderna.
Hoje Wiesenthal é um homem doente e ciente que seus últimos
dias chegaram. Ele não dirige mais pessoalmente os trabalhos
do centro criado por ele, mas continua frequentando seu escritório
onde possui uma pasta , sempre aberta, de um último criminoso
com quem tem uma conta pessoal: Aribert Heim. O monstro
Aribert Heim O Dr. Aribert Heim está situado por seu sadismo
no mesmo plano de Josef Mengele. Seus crimes foram igualmente praticados
em campos de concentração nazistas, onde trabalhou como
médico, com os mesmos requintes de crueldade e frieza utilizados
pelo "Anjo da Morte". Formado em medicina em 1940, em Viena, mesmo antes da anexação
da Áustria ao Reich, ele tornou-se membro do Partido Nacional-Socialista
austríaco. A partir de outubro de 1941 ele foi transferido para o
campo de Mauthausen, na Áustria. Ali era médico da SS
no campo. O inexperiente doutor era movido por ódio racista, curiosidade
cirúrgica e instintos assassinos. O escritor Ernst Klee, em seu livro "Auschwitz - A medicina
nazista e suas vítimas", descreve Heim como um homem cujo
sadismo supera todos os médicos nazistas. Heim também atuou no campo de concentração
de Sachsenhausen. Ao fim da guerra ele trabalhava como médico
da SS na Finlândia e na Noruega. Suas pistas se perdem então
até o fim da guerra, quando foi preso, em março de 1945
pelas força aliadas em Buchholz, na Alemanha. Internado de
1945 a 1949, conseguiu a liberdade com a ajuda de dados pessoais
manipulados. Estranhamente todos os responsáveis do campo Mauthausen,
até mesmo o farmacêutico do campo foram presos e julgados.
Todos, 48 criminosos, condenados à morte. Misteriosamente Heim
teve seu nome simplesmente apagado dos documentos do campo, embora já
em 1946 prisioneiros sobreviventes descreviam detalhadamente suas monstruosidades
à comissão de investigação criada pelos norte-americanos,
a "US War Crime Investigation Team". Nos fins dos anos 40 Heim passou a viver pacatamente em
Friedberg, estado alemão de Hessen, onde trabalhava em um hospital
e, nas horas livres, praticava seu esporte predileto, o hóquei sobre
gelo. Casou-se com uma médica de familia abastada, de quem possui
dois filhos e, em 1954, abriu uma clínica ginecológica em Baden-Baden.
Ele possui ainda uma filha austríaca de um relacionamento extra-conjugal. As pistas e uma segurança: Heim continua vivo As pistas que desde então levam a Heim passam pelo
Egito, Suiça, Espanha e América do Sul. Ele separou-se
com isso da familia. Sua esposa chegou a divorciar-se dele nos fins
dos anos 60, mas tudo para apagar pistas e proteger o nome dos filhos.
Seu nome continua até hoje na placa da mansão da familia
em Baden-Baden. Os contatos continuaram e até mesmo recados de que
estaria bem foram recebidos por suas familiares. América do Sul: Uruguai, Argentina ou Brasil Outra certeza sobre Heim, é de que ele viveu na ilha
espanhola de Ibiza, em uma colônia de alemães tolerada
pelo ditador espanhol Franco, nos anos 60. Era um tempo que Ibiza não
fazia parte da rota que hoje a invade de turistas de todas as
partes do mundo. O aumento do movimento na ilha fez com que a "colônia"
abandonasse o esconderijo em forma de casas em um condomínio
com vista para o mar. O destino, traçado pela rede de ajudantes
nazistas, foi provavelmente a América do Sul. Segundo o Centro Simon Wiesenthal, Aribert Heim viveu em
Paysandú possivelmente até 1998. Depois disso é
incerto seu paradeiro. O centro possui informações e
até mesmo fotos enviadas por informantes do Uruguai, Brasil
e Argentina. As dificuldades de procurá-lo abaixo do equador,
contudo, impedem definitivamente a detenção do nazista.
Matéria do ABKnet reproduzida na
íntegra no Operation Last Chance (14/09/2005)
Este artigo foi reproduzido
na íntegra pelo site Operation Last Chance.
A operação é a tentativa de
levar aos tribunais os últimos criminosos
ainda impunes. Leia a reprodução no site
da Operation
Last Chance
e divulgue a campanha
do Centro Simon Wiesenthal. Veja também:
Morre em Viena Simon Wiesenthal (20/09/05) |
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