ABK NET 
O pioneiro site brasileiro de notícias no exterior

Arquivo - matérias e reportagens  -   Volks: Cronologia de um Escândalo sem fim  


Vôo 3054 - Peródicos brasileiros confirmam  ABKnet  (10/08/2007)

Nossa notícia de ontem (veja nota abaixo) sobre o acionamento correto dos manetes através dos pilotos do Vôo 3054 no pouso anterior em Porto Alegre foi confirmada hoje por periódicos brasileiros. Leia mais clicando aqui

Vôo 3054 - 2a. Caixa-preta revela: piloto agiu corretamente em Porto Alegre  (09/08/2007)

A segunda caixa-preta do avião acidentado em Congonhas tem gravado o procedimento dos pilotos no vôo anterior e revela que os manetes foram acionados corretamente. É o que assegura ao ABKnet uma fonte que teve acesso aos dados.  Leia mais clicando aqui

Navalha cega, faca amolada  (20/05/2007)


A política brasileira é pródiga em produzir fatos, diga-se escândalos e, após isso, postar-se estupefata, como se tudo fosse uma decepcionante surpresa, sejam os escândalos em si  ou seus, até ali, "insuspeitos" protagonizadores.
É o caso da atual dona das manchetes, a Operação Navalha.

O pivô principal, Zuleido Veras (e sua empresa Gautama) não pularam do anonimato para as páginas dos jornais ontem, como muita gente quer dar a entender. O jornalista Ricardo Noblat reproduziu dias atrás em seu blog uma matéria publicada em dezembro de 2001 na revista Época, onde o jornalista Gerson Camarotti fazia um Raio X na construtora  "emergente" e suas maracutaias. Apesar disso as práticas continuaram, a empresa cresceu e ninguém entre as autoridades competentes, polícia, políticos, juízes, nem mesmo os fiéis jornalistas defensores da decantada liberdade de opinião deram trato ao assunto.

Talvez o poder de Zuleido seja maior que se pensa. A verdade é que, mesmo após as denúncias contidas na matéria de Camarotti, motivos mais que suficientes para no mínimo dar um freio nos envolvidos, a faca amolada da Gautama continuou fazendo estragos impunemente. A resposta a quem indaga como a corrupção não tem limites no Brasil com certeza passa pela forma como ela possui uma rede em  todos os poderes do país. Vejam, por exemplo, um dos casos relatados pelo jornalista Camarotti em sua matéria de 2001: O projeto de Irrigação de Três Barras, em Goiás.

O caso chegou dois meses após a publicação do artigo ao plenário do Tribunal de Contas da União. Apesar de todas as provas de uma licitação absolutamente viciada e, agravante, com superfaturamento, a decisão do tribunal foi literalmente, pasme quem quiser: "... deixando assente que as irregularidades detectadas no presente feito não impedem a continuidade da execução das obras do Projeto de Irrigação de Três Barras.. "
A decisão ressalva a seguir (apenas) aos responsáveis, para analisar posteriormente o preço de uma subestação da dita obra. Simplesmente um atentado à inteligência, à moral e à paciência de quem é honesto, trabalhador e paga seus impostos. É como se, apesar dos indícios e provas, o criminoso fosse absolvido e, além disso, recompensado  com dinheiro e a própria devolução da arma com a qual praticou o crime.
A certeza de impunidade e a certeza de que peças (pessoas)  de decisão encontram-se estrategicamente espalhadas nos diversos degraus do poder público  é a única explicação.

Para os duvidosos, basta ler, a partir da página 113,  a ATA  N
° 05 de 27 de fevereiro de 2002 do TCU. O ABKnet possui e coloca online o arquivo em formato PDF da ata,  e avisa com antecedência aos incrédulos que  não fiquem admirados ao ler nomes e semelhanças que lembrem qualquer coisa, pois pode ser mera coincidência na terra de quem nada viu ou ouviu.. Por exemplo, o ministro-relator do TCU no caso é Guilherme Palmeira, grande amigo e conterrâneo de Renan Calheiros, que é amigo de Zuleido Veras, que é o dono da Gautama, que somente há algumas semanas entrou na história.
Mas ninguém sabe mesmo de nada, não é verdade?


Quem salva uma vida humana, salva a humanidade  (02/11/2006)

Mulheres
by Cissa

As imagens assemelham-se a um filme de terror de quinta categoria. O roteiro é o mesmo, sempre: A mulher é envolvida dos pés à cabeça em um tecido branco e colocada em uma vala cavada até à altura de sua cintura, de forma que nenhuma chance tenha de correr ou se defender. Completando o cenário, uma roda de homens e montes de predras. É iniciado um dos rituais mais bárbaros e desumanos ainda praticados hoje em dia em numerosos países, entre eles o Irã, onde ocorrem as cenas reais do vídeo (
http://www.youtube.com/watch?v=XOTaRJGPniQ) que tem corrido a internet.
Duas mulheres são postas em seus buracos e, primeiro pelo juiz da sentença, seguido pelos jurados e pelo público, são apedrejadas até o desfalecimento fatal, como era feito com animais nos tempos trogloditas da humanidade. Detalhe sádico: As pedras não devem ser tão grandes para evitar a rá pida perda dos sentidos, nem tão pequenas que não provoquem dor. A morte precisa ser lenta e dolorosa.

Os crimes destas mulheres correspondem ao artigo 83 do código penal iraniano e sua sentença: Adultério - Pena de morte por apedrejamento. Embora pressões internacionais tenham alcançado êxitos parciais e o Irã, por exemplo, declarou oficialmente em 2002 a extinção da pena de morte por apedrejamento a mulheres adúlteras, as sentenças não sofreram interrupção.
Segundo a Anistia Internacional, sete mulheres, com os nomes de
 Parisa, Iran, Khayrieh, Shamameh Ghorbani, Kobra Najjar, Soghra Mola'i  y Fatemeh estão condenadas e aguardando a execução da pena. Para tentar evitar  e aumentar a pressão sobre a justiça e autoridades religiosas iranianas, a Anistia promove uma iniciativa com uma carta de protesto exigindo o fim do ritual, lembrando que o Irã assinou tratados internacionais de respeito aos direitos civis e políticos, bem como a anulação imediata da pena para as sete mulheres. A carta encontra-se para leitura e assinatura digital no site da secção espanhola da Anistia Internacional. Até agora mais de  230 mil pessoas já contribuíram com a iniciativa. 


Jornalista Anna Politkovskaia é assassinada em Moscou  (07/10/2006)

Anna
Anna Politkovskaia (1958-2006)

Há dois anos atrás, setembro de 2004, o abknet divulgou uma notícia que, ao contrário das primeiras informações circuladas na imprensa européia, constatou-se falsa. Tratou-se do anúncio da morte da jornalista russa Anna Politkovskaia, conhecida internacionalmente por seu trabalho corajoso em um país onde a imprensa independente é perseguida e censurada. Politkovskaia era conhecida por suas reportagens investigativas, onde mostrava o outro lado da história oficial sobre o conflito na Chechênia.
Na ocasião da ocupação por terroristas chechenos de uma escola em Beslan, em setembro de 2004, a jornalista foi envenenada em um hotel que hospedara-se, quando estava a caminho da cidade para cobrir os acontecimentos. A ocupação da escola terminou em um massacre com a morte de mais de 330 pessoas, a maioria crianças, após uma operação desastrada das forças de segurança russa.

Embora 
Politkovskaia tenha sobrevivido ao atentado que sofrera a caminho de Beslan, as primeiras notícias que chegaram ao ocidente davam conta de sua morte, desmentida depois pelo jornal que trabalhava, o moscovita "Novaia Gazeta ".  Anna Politkovskaia, dona de uma vida atribulada, era constantemente ameaçada de morte, segundo ela e outras fontes, pelo serviço secreto e agentes russos. Ela recebeu diversos prêmios internacionais por seu engajamento e reportagens sob um regime autoritário, truculento e censor.

Hoje, sábado, à tarde, Anna Politkovskaia, 48 anos, foi encontrada morta, com o corpo crivado de balas, no elevador do prédio que morava, na cidade de Moscou. Desta vez a notícia foi confirmada pelo Novaia Gazeta e pela agência de notícias Interfax.


O último vôo de Andreas Kowalski  (01/10/2006)

Loose Change
Andreas F. Kowalski (1964-2006)

Andreas F. Kowalski era o único passageiro estrangeiro no vôo 1907 da empresa Gol, cujo avião, um Boeing 737-800, caiu em Mato Grosso, na última sexta-feira, com 155 vítimas fatais, no maior acidente aéreo da história do país..
Kowalski, que nasceu em Karlsruhe, Alemanha, em 1964, era formado em Antropologia, Ciências Políticas e Geografia,  pela universidade Phillips-Universität Marburg, na cidade de Marburg, também na Alemanha, com especialização em etnologia indígena.
Kowalski há mais de 15 anos possuía intensa relação com o Brasil. Em 1994 concluiu seu magistério com a tese "Organização Indígena e Etnia no Brasil".  De 1997 a 1998 fez seu mestrado, especializando-se em ajuda humanitária no Instituto para a Paz e Direitos Humanitários dos Povos",  pela Universidade do Ruhr, em Bochum, tendo como tese de conclusão a relação entre programas de apoio humanitário orientados para o desenvolvimento e a consequente formação de conflitos, onde analisou o programa de assistência ao desenvolvimento efetuado para a tribo Ramkokamkra-Canela, no nordeste brasileiro.

Autor de obras e exposições sobre o assunto, seu livro "Tu és quem sabe -. Du bist derjenige, der es weiss"  foi também sua tese de doutorado, em 2004. No livro Kowalski trata da relação entre a ajuda aos índios Canela do Maranhão, um grupo dos Timbira (Jê) , e a forma como o grupo indígena interpreta e entende a ajuda.
Outras obras de Kawalski  foram os livros " Correr pela vida - Visita aos índios Canela", de 2003, em co-autoria,  e "Máscaras, Cachaça e Arte Nova - Cultura material dos índios Canela, ontem e hoje".

Ele participou ainda de projetos de
apoio financiados pelo Centro Latinoamericano de Bonn, junto a pequenos produtores agrícolas do Rio Grande o Sul, às tribos Canela e Guajajara, no Maranhão, às crianças de rua de Rondônia e aos seringueiros do Acre.
Kowalski, que era um defensor da preservação da cultura e admirador da arte e etnias indígenas, afirmava que um etnólogo automaticamente transforma-se em um advogado das causas destes povos.  Este ano ele havia requerido o reconhecimento de seu doutorado pela Universidade Federal de Pernambuco. Kowalski, 42 anos, era casado e tinha uma filha.
 


Veja outras matérias e reportagens

ABKNet -  Pfarranger  4 -  84416  Taufkirchen / Vils -  Germany
Tel.: 0049 - ( 0 ) 8084 - 3359        Fax: 0049 - ( 0 ) 8084 - 7785